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Calor, sol e pele saudável

Dermatologista aponta cuidados para ter uma pele saudável neste verão

Sol na medida certa

Para os amantes do calor e de dias mais longos, o verão é a estação mais celebrada do ano. É o momento ideal para desfrutar ao máximo das atividades ao ar livre, aproveitar o sol, mar e piscina, para colocar o tão cultuado bronzeado em dia.

Amantes ou não desta estação, todos nós devemos tomar alguns cuidados para não deixar que a alegria do verão traga futuras complicações, como manchas, micoses ou ainda, um indesejado câncer de pele. Os cuidados começam com o uso diário de filtro solar. “Todos nós devemos usar filtro solar diariamente, que proteja contra radiação UVA e UVB e que tenha fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo, e lembrar de reaplicá-lo a cada duas horas”, conta a Dra. Nilza Smith, dermatologista do Brasil Private Check-up.

E, para aqueles que pensam que usar filtro solar libera a exposição indiscriminada ao sol, é necessário conscientizar-se que o sol é o principal responsável pelo fotoenvelhecimento da pele e pelo surgimento de Melanoses solares, que são manchas castanhas, de tamanho pequeno, que surgem em áreas expostas ao sol, como o dorso das mãos. São popularmente conhecidas como manchas senis, por serem mais comuns em pessoas idosas. Além disso, a médica alerta: “O uso do filtro solar não significa que a pessoa está 100% protegida da radiação solar, nem que pode ficar exposta ao sol por tempo indeterminado. É necessário ter cautela e evitar a exposição entre 10h e 15h. Precisamos sempre lembrar que por mais que existam fatores genéticos, por exemplo, o sol ainda é o maior vilão para o desencadeamento de um câncer de pele, e quanto maior a exposição, maior será o risco”. De acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer José de Alencar, o câncer de pele não-melanoma é o câncer mais frequente no Brasil e representa 25% de todos os tumores malignos registrados no país em 2012. O mais frequente deles é o Carcinoma basocelular, que representa 70% dos cânceres de pele e é o menos agressivo. Já o Melanoma, câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células que produzem melanina), é o mais agressivo, pois tem alto potencial de metástases e representa 4% dos casos. Ele é responsável por 75% dos óbitos por câncer cutâneo.

Segundo a especialista, tanto a forma mais moderada como a mais grave do câncer de pele têm cura em praticamente 100% dos casos se o diagnóstico for precoce, com a lesão ainda “in situ” e tiver o tratamento correto.

Os números de câncer de pele estão aumentando no Brasil, por isso é importante a prevenção: fazendo auto exame, observando regularmente a própria pele à procura de pintas ou manchas suspeitas; usar chapéus, camisetas e protetores solares; não se esquecer de proteger as orelhas e lábios e lembrar que mormaço também queima! Ao menor sinal de anormalidades na pele, procure um dermatologista e faça, de rotina, uma avaliação dermatológica no mínimo, uma vez ao ano.

Mais cuidados

Quem costuma ficar muito tempo com a roupa de banho molhada, deve ficar atento. No verão aumentam os casos de micoses; sungas e biquínis quentes e úmidos oferecem um ambiente perfeito para a proliferação de fungos. “O recomendável é que a pessoa não permaneça muito tempo com a roupa molhada. Após a exposição ao mar ou à piscina, tome um banho e seque todo o corpo, inclusive os pés”, afirma Dra. Nilza.

E já que estamos falando dos pés, todo cuidado é pouco. No verão é comum andarmos descalços, expostos ao contágio de parasitas como o agente da Larva migrans ou bicho geográfico, como é conhecido. “Este parasita é transmitido através das fezes de animais domésticos: cães e gatos. Como muitas pessoas têm o hábito de passear com seus animais na praia ou em parques, é sempre bom se prevenir e andar sempre calçado, para evitar uma possível contaminação”, aconselha a especialista.